

Somos um espaço de valorização das oralidades, escritas e escutas da cultura originária
Os povos originários brasileiros estão revitalizando suas expressões culturais através de livros, fotografias, peças artísticas e audiovisuais.
A escrita das línguas indígenas, a publicação de suas histórias tradicionais e a inserção de artistas indígenas no mundo da literatura, das artes visuais e do audiovisual são ferramentas contemporâneas que colaboram para dar visibilidade às lutas e às resistências dos povos indígenas.
São iniciativas que esbarram na limitada difusão junto aos espaços de saber, mas que contribuem imensamente para a sociedade superar a visão preconceituosa e colonizadora predominante na contemporaneidade.
O Festival Caju de Leitores tem orgulho de ser um dos espaços de valorização das oralidades, escritas e escutas da cultura originária.
Desde 2022, realizamos o festival na Aldeia Xandó, TI Barra Velha, em Porto Seguro (BA), com ampla programação cultural – contação de histórias, rodas de conversa, varal literário, apresentações artísticas, encontros com autores, lançamentos e feira de livros, além de artesanato e ativismo ambiental.
Reunimos diversas lideranças da etnia Pataxó e já recebemos escritores, pensadores e artistas indígenas de todo o Brasil como Daniel Munduruku, Cristino Wapichana, Auritha Tabajara, Trudruá Makuxi, Márcia Kambeba, Lucia Tucuju, Edson Kayapó, Adriana Pesca, Samela Sateré Mawé, Tukumã Pataxó, entre outros.

Nossos princípios norteadores
A valorização da literatura indígena orienta a atuação do Caju de Leitores junto às escolas, aos estudantes, aos educadores e às comunidades. O festival reconhece o acesso aos livros, à informação e ao conhecimento como um direito e busca ampliar as referências e as possibilidades de leitura do mundo de crianças e jovens.
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Literatura indígena
Está no centro da identidade
e da programação. O festival promove o encontro com autores indígenas e suas obras, contribuindo para a circulação de narrativas construídas a partir das experiências, memórias, conhecimentos e perspectivas dos povos originários.

Oralidade e memória
Contações de histórias, cantos, rodas de conversa, relatos e ensinamentos transmitidos entre gerações fortalecem a memória coletiva. Anciãos e lideranças são reconhecidos como guardiões de saberes e experiências.


Protagonismo
dos povos originários
Formação de leitores
Autores, artistas, educadores, lideranças, estudantes e integrantes das comunidades participam como produtores de conhecimento, narradores de suas próprias histórias e agentes da preservação e renovação de suas culturas.
A formação envolve acesso, identificação, curiosidade, imaginação e troca de conhecimentos. O festival cria experiências de encontro com livros, autores, histórias e diferentes formas de expressão.


Educação, território e natureza
Valorização das produções das escolas
O território não é apenas o espaço das atividades, mas parte essencial da identidade do projeto. Valorizar e preservar sua fauna e sua flora contribui para a continuidade dos modos de vida, saberes e culturas indígenas.
O festival cria espaços para trabalhos, pesquisas, histórias, ilustrações e experiências de estudantes e educadores. As produções escolares também participam da identidade visual de cada edição.

Alcance do evento 2022-2025

+70
Autores indígenas presentes
+10
Estados brasileiros representados
+90
Atividades culturais realizadas
+12mil
Pessoas participantes e impactadas

O coração e anfitrião do Caju de Leitores

O escritor Sairi Pataxó tem papel fundamental na criação e na trajetória do Caju de Leitores. Ele atua como anfitrião do festival e contribui para a articulação entre convidados, escolas e comunidade.
Autor de Boitatá e outros casos de índio (Terra Redonda Editora), o primeiro livro do Brasil a ser catalogado como literatura indígena e não como folclore. Ele diz que sempre adorou as histórias antigas de seu povo contadas por seus pais e avós, por isso quis preservar essa memória coletiva. O livro fala das bravuras dos guerreiros, dos encontros com os encantados, dos ensinamentos da medicina tradicional e do modo de vida de um povo.
Desde o início, o festival apoia sua trajetória como escritor, ampliando a circulação de sua obra e criando novas oportunidades para sua atuação no campo da literatura indígena. Sua participação contribuiu para convites a outros festivais literários da Bahia. A experiência construída ao longo das edições também impulsionou a escrita de seu segundo livro, Histórias da Mãe Joana.
Além de escritor, Sairi é contador de histórias, fotógrafo e ativista pelo meio ambiente. Também é reconhecido como liderança comunitária, articulando demandas sociais e culturais em Território Indígena de Barra Velha, no Sul da Bahia.

Ficha Técnica
Realização: Ministério da Cultura e Savá Cultural
Patrocínio Master: Neoenergia
Patrocínio: Itaú Unibanco e Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro,
por meio da Superintendência de Cultura e Patrimônio Histórico.
Parceria: UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia
Direção-geral: Joanna Savaglia
Anfitrião: Sairi Pataxó
Curadoria: Joanna Savaglia, Sairi Pataxó, Alethea Costa, Nargela Carvalho, Daniela Buono e Brendow Gabriel
Supervisão curatorial: Trudruá Makuxi
Coordenação de produção: Alethea Costa — Saruê Cultural
Relacionamento com escolas: Nargela Carvalho
Produção de logística: Luiza Braga
Receptivo: Patricia Peres e Ana Marcia Nascimento
Comunicação digital, publicidade e parcerias: Daniela Buono – Amani Creative
Criação da identidade visual: Tucunã Pataxó
Design gráfico: Viviane Marini e Gabriel Batista
Arquitetura: Rafaela Zincone e Cayke Pataxó
Foto e vídeo: Felipe Pataxó e João Carlos
Edição de imagem: Everson Sheldon
Assistência de edição: Alexandra Pires
Fotografia artística: Paulo VP
Assessoria de imprensa nacional: Gabriela Toledo
Assessoria de imprensa regional: Débora do Carmo
Intérpretes de Libras: Eliana do Amparo Souza Viana e Yasmin dos Santos Oliveira
Administrativo: Jana Martins — Jag Gestão; Patrícia Vieira — Elohim Produtora
Gerente da Livraria: Brendow Gabriel
Pesquisa: João Leiva — JLeiva; Ricardo Meirelles — Prima Página.
Exposição visual: Coletivo Ybryda.
Apresentações: Grupo Cultural da Aldeia Xandó, Grupo Cultural do Porto do Boi, Marujos Pataxó, Cia. de Teatro Livro Aberto.
