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A sabedoria de Txai Suruí, jovem ativista indígena, ressoa com urgência: "A Terra está falando, ela nos diz que não temos mais tempo."

 

Atento a este chamado, o Festival CAJU de Leitores 2025 aborda um tema essencial para a existência contínua da vida no planeta: a nossa conexão com o meio ambiente.

 

A sabedoria ancestral dos povos originários é o único caminho para reverter a situação sofrida do nosso planeta: devastação de florestas, mudanças climáticas, adoecimento de rios.​

A natureza tem vida própria, independente dos homens, e deve ser respeitada por isso. A natureza tem direitos, as árvores têm direitos. A natureza fala e ela está falando que os animais da floresta precisam ser cuidados, protegidos de incêndios e outras ameaças.

A Voz da Terra

​​O homem branco ignora essas sabedorias, pois a vida na cidade, no capitalismo e no patriarcado tirou isso deles. É preciso devolver os poderes a quem eles são de direito! 
 

Os indígenas são os guardiões dessa sabedoria e, nesse momento, devem ser nossos guias, é com eles que vamos reaprender a interagir respeitosamente com o planeta.
 

O planeta Terra está próximo, se ainda não chegou, de um ponto de não retorno da sua natureza, de um momento onde nossas florestas, nossos animais, nossa água e nosso ar estarão prejudicados, extintos, e sem chance de nos oferecerem a abundância e pureza que precisamos para alimentar a vida. 


Se não escutarmos esse chamado, se não compreendermos o que a Terra precisa que seja feito, estaremos falhando miseravelmente como parte da engrenagem do planeta. Nossos filhos e netos serão prejudicados e viverão em um lugar sujo, desrespeitoso, poluído, sem espírito. O mundo que conhecemos não existirá mais. Perderemos mares, rios, peixes, corais. Perderemos florestas, plantas, animais, alimentos. Perderemos a vida livre.


Escutar e respeitar a natureza pode nos trazer de volta os caminhos bonitos a que fomos destinados quando viemos para este planeta. E só os povos originários serão capazes de nos ensinar qual é essa estrada. Povos originários são criados respeitando ancestrais, pessoas mais velhas, recebendo conhecimentos mágicos, crenças, lendo plantas e estrelas, sabendo que a inteligência é passada de pai para filho, de mãe para filha. Para nós, a intuição tem muito valor.


O CAJU de Leitores abre caminhos para que essa sabedoria indígena seja registrada em papel e oferecida para compreensão do público geral, deixando de ser transmitida somente pela oralidade comunitária.


Queremos deixar para nossos jovens um planeta Terra com uma natureza exuberante, rica, colorida, viva e cheirosa, a mesma que recebemos quando chegamos aqui. Só com o coração aberto e a mente livre das ideias da colonização, guiados pelos ensinamentos que estão em cada folha, rio e bicho, encontraremos os caminhos do bem viver, do dar e receber, e de viver em paz. 
 

É tempo de ancestralidade originária!

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Parceria com artistas e escolas indígenas

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Pelo segundo ano consecutivo, o artista Tucunã Pataxó assina a identidade visual do Festival CAJU de Leitores. A criação foi inspirada em uma oficina de arte realizada com estudantes do 7º ano da Escola Indígena Pataxó Xandó.

 

A partir dessa troca de saberes e expressões criativas, surgiu o conceito visual desta edição. O desenho do estudante Carlos Augusto Ferreira Cardoso deu origem às artes que ilustram o festival.

Este ano, a Escola Indígena Pataxó Xandó mais uma vez assume papel central na acolhida dos participantes do Festival CAJU de Leitores, recebendo escolas de diversas aldeias da região, bem como instituições de ensino superior universitário do município.

Com a inclusão oficial do festival no calendário da educação de Porto Seguro, espera-se também a participação ampliada de escolas não indígenas, fortalecendo os vínculos entre saberes tradicionais e acadêmicos e promovendo uma vivência plural da literatura indígena entre estudantes de diferentes origens.

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